Desde o momento em que a vida surge em um planeta, torna-se testemunha do florescimento e declínio de incontáveis civilizações, do nascimento e desaparecimento de espécies. Sob a sombra de desastres naturais e mudanças incessantes, nada permanece eterno; apenas a transformação constante, a evolução diante das adversidades, pode conduzir à vitória perfeita. Esta história começa com uma célula diminuta...
Capítulo Um
A Célula
Sobre a superfície azul e serena de um oceano sem fim, um pequeno vulto atravessava a água em alta velocidade.
— Ah, ah... Um planeta com oceanos, mas sem organismos multicelulares? Que raridade... Não faço ideia de quanto tempo levei para encontrar um lugar assim. Agora posso finalmente brincar de "criadora" — ainda que, na verdade, eu só jogue aqui alguns tipos de células primitivas da Terra...
A figura, com cabelos dourados curtos e um rosto adorável, parecia uma pequena menina. Ela parou sobre o mar e, com um gesto delicado, fez cair uma chuva de gotas cintilantes na água.
— E agora... vou acrescentar um pouco do meu conhecimento a uma dessas células... e também... consciência...
— Saline, vamos embora! — Uma voz ecoou do céu, fazendo a menina se surpreender levemente.
— Entendido, já estou indo!
Respondeu com indiferença, e voltou seu olhar para o oceano: — Então, estou indo agora. Depois volto para visitar vocês.
— Estou tão curiosa... Como será que vão evoluir...?
Enquanto falava, seu corpo começou a flutuar lentamente, transformando-se em um raio de luz que desapareceu no firmamento estrelado.
...
Onde estou? Quem sou eu?
Esse foi seu primeiro pensamento. Tinha consciência, sentia o toque, mas não possuía visão nem olfato; por sua única percepção, sabia que estava imerso em um líquido.
Esse líquido era chamado água.
Eu... sou chamada célula?
Não tinha cérebro, mas sabia a forma do próprio corpo: uma fina membrana circular, no centro da qua