No início, ele disse: “Uma filha ilegítima do condado de Jiangning? Que posição desprezível, não vou me casar!” Depois de encontrá-la, resmungou: “Tão frágil, parece que vai quebrar a qualquer instante, muito débil, não quero!” Quando ela apareceu sozinha, levando o contrato de casamento, ele se recostou na porta, sorrindo com ar provocador: “Veio para que eu me case com você? Mas este jovem não pretende se casar tão cedo!” Ao saber que ela viera para romper o noivado, seu semblante escureceu completamente, sombrio como se quisesse matar alguém: “Quem lhe deu coragem para romper o noivado comigo?” Su Rong achava que a Princesa de Dunhua provavelmente estava cega; esse homem era tão mimado e arrogante, de que valia a pena viver ou morrer por ele? Se soubesse disso antes, na primeira vez que o viu teria jogado a carta de rompimento em sua cara. Sobre o travesseiro de flores de lótus, a primavera floresce delicada, e a beleza das flores embriaga o salão sem que ninguém perceba. — Su Rong Juventude vestida de gala, cavalga irado, um olhar muda toda a vida. — Zhou Gu Se desejares o que eu desejo, que eu pudesse ter te conhecido antes, para te proteger entre sedas e perfumes, afastar ilusões e cortar espinhos, sem manchar as mãos de sangue, mantendo-me puro, sempre aquele rapaz gentil e doce do nosso primeiro encontro. Se desejares o que eu desejo, que eu pudesse ter te conhecido antes, quando eras clara como a lua em noite serena, e eu, temeroso, não ousava me aproximar, temendo assustar o pássaro fênix, rezando para me transformar na lua do céu, lançando minha sombra em teu abraço, para contigo ver as flores na primavera, a neve no inverno, e encontrar paz ao teu lado, ano após ano.
Su Rong foi despertada por um choro abafado e opressor.
Ela abriu os olhos, levou a mão à testa e, ao pressioná-la, soltou um “ai” de dor aguda e lancinante. Só então se lembrou de que havia machucado a testa; pela intensidade da dor, estava claro que ninguém viera tratá-la ainda.
Abaixou a mão e, com dificuldade, sentou-se na cama. Olhando pela porta e janela quebradas, chamou para fora:
— Lua Crescente, entre.
Lua Crescente se assustou, calou-se imediatamente, enxugou as lágrimas do rosto e entrou no quarto, olhos avermelhados, umedecidos pela tristeza, parecendo uma coitadinha.
— Senhorita, acordou?
— Por que está chorando? Só bati a cabeça, não foi nada demais. Sua senhorita tem muita sorte e vida longa; mesmo que não venha médico, não vou morrer.
Lua Crescente não se aguentou e as lágrimas voltaram a correr.
— Não é isso.
— Não é o quê?
Enxugando as lágrimas com a manga, Lua Crescente respondeu entre soluços:
— Lá fora todos comentam que aconteceu uma grande confusão na capital: o jovem senhor do Ducado Protetor e o jovem príncipe do Palácio de Rui'an brigaram na rua por causa de uma mulher. O senhor Zhou, como pôde disputar uma mulher desse jeito?
Su Rong ficou surpresa.
— Ele quis disputar, e daí? Por que você está chorando? Isso te afeta em quê?
Lua Crescente engasgou, furiosa, cerrando os punhos.
— Senhorita, o senhor Zhou é seu noivo!
Su Rong permaneceu em silêncio.
Ah, tinha se esquecido. Ela realmente tinha um noivo, o jovem senhor Zhou Gu do Ducado Prot