Na terra desolada do fim dos tempos, no terceiro ano do governo do Grande Soberano, o caos dominava o mundo e o povo vivia em extrema miséria. O império central havia ruído, diversos senhores da guerra dividiam as regiões, e as seitas tornaram-se independentes. Facções demoníacas e grupos de bandidos agiam nas sombras, semeando a desordem; as organizações se enfrentavam em guerras constantes, mergulhando todos em confusão e tormento. Calamidades naturais sucediam-se sem trégua: secas devastadoras, frio intenso, chuvas torrenciais, infestações de pragas. O povo, exaurido, lutava desesperadamente por um fio de esperança e redenção. Em meio à anarquia, seitas e facções emergiam uma após a outra, competindo por territórios e recursos, estabelecendo seus próprios domínios. Ambiciosos tentavam conquistar todo o mundo para fundar uma nova dinastia, enquanto almas nobres buscavam salvar o povo e reconstruir lares destruídos. Força física, artes marciais, poderes imortais: cada grande mestre que atingia o ápice do caminho marcial era celebrado nas lendas com títulos quase divinos, comparados a santos e budas. Wei He, portador da Pérola da Transcendência — capaz de romper limites e elevar o praticante a novos patamares —, atravessa esse mundo conturbado e, passo a passo, constrói a própria lenda.