Na vida, a identidade é algo que cada um constrói para si. Estou curioso para ver como realmente funciona esse mundo do entretenimento.
O som das ondas ecoava no ar, sob um céu escuro e ventoso. O mar, envolto em trevas, escondia o horizonte; apenas se podia ouvir o murmúrio das águas ao redor.
Uma pequena embarcação, velha e desgastada, avançava lentamente sobre o mar. Na proa, sobre o convés, uma mesa baixa exibia amendoins, fios de medusa, kimchi apimentado e outros petiscos para acompanhar a bebida. Dois homens, sentados em bancos redondos, ocupavam-se ao redor da mesa.
À esquerda, um homem de meia-idade, com ar oleoso, cabelo repartido ao meio e um sinal escuro de destaque acima do lábio, era o dono do barco.
— Tigre... quando voltar desta viagem, quanto tempo para regressar? — O homem de meia-idade ergueu o copo, olhos semicerrados, fixando o relógio Rolex no pulso do jovem à sua frente, insinuando algo com a pergunta.
— Quando vou voltar? He... e você, quanto tempo ficará ancorado desta vez?
— Cinco dias, em cinco dias estou de volta. Desta vez não trouxe muita gente. Devo esperar por você?
O homem insistia em sondar o tempo de retorno do jovem.
— Não precisa esperar, tenho que voltar para resolver uns documentos. Agora, até para comprar passagem de trem se exige identificação.
O jovem tomou um gole de bebida e lançou o cigarro no mar.
— É? Então, se quiser embarcar de novo, terá que esperar dez dias depois que eu voltar.
— Hum...
O homem de meia-idade pousou o copo, observando que o jovem já parecia embriagado, hesitando se deveria agir. A diferença de porte físico era grande; se o jovem estivesse sóbrio, jamais ousaria pensar em a