Ter três meses e já saber falar, aos seis meses andar, aos um ano falar com eloquência e até escrever poemas sozinha, aos cinco dominar oito idiomas, aos oito ter contato com computadores e se tornar uma hacker de primeira linha no mundo inteiro... o lugar onde Su Yanxue·Huanmeng·F·Beiya·Liuli cresceu fazia com que tudo isso lhe parecesse extremamente normal. Afinal, as pessoas da mesma idade ao redor dela começavam a falar com dois meses, andavam com quatro, aos três ou quatro anos já dominavam todo tipo de arma de fogo, e aos seis havia muitos que eram invencíveis em qualquer lugar do mundo. Comparada a isso, ela era considerada uma das de aptidão especialmente ruim; até mesmo os pais e os irmãos não gostavam muito dela. Su Yanxue frequentemente se sentia inferior por causa disso. Especialmente depois que seu irmão de cinco anos se tornou o maior cientista da atualidade, Su Yanxue sentia tanta vergonha que nem ousava levantar a cabeça. Até o dia em que Su Yanxue, por acaso, chegou a um mundo desconhecido. Embora o céu continuasse sendo o mesmo céu, e o ambiente continuasse sendo o mesmo ambiente, a situação ali era completamente diferente. Aqui, tanto meninos quanto meninas: muitos já tinham completado 18 anos, mas nem mesmo o inglês e a matemática mais básicos sabiam, não, não, não! [À meia-noite do dia 14, entra no V, beijinhos~] [Próxima obra: "O Personagem de Jogo Chega ao Mundo Real"]
Na claridade da manhã, o sol dourado se derramava diante de uma casinha no fundo do corredor.
Aquilo, na verdade, mais parecia um barraco; e, mesmo entre barracos, ainda era uma coisa extremamente improvisada. Era sustentado apenas por alguns troncos um pouco mais grossos e por galhos, enquanto o topo e as laterais estavam envoltos em várias camadas de lona plástica rasgada. Onde uma se rompia, outra vinha por cima; onde essa também se rasgava, mais uma era empilhada. Havia lonas vermelhas, azuis, transparentes — tudo recolhido do lixo, tudo o que os outros tinham jogado fora. Por isso, o conjunto parecia assustadoramente desordenado.
Como não havia ferramentas decentes, aquelas lonas eram presas até com corda e arame. No máximo, serviam para cortar o vento e a chuva, e mesmo assim só se o vento fosse fraco e a chuva, miúda. Bastava uma rajada mais forte para arrebatar o barraco inteiro, telhado e pele juntos. Aquilo já não era algo que pudesse ser descrito apenas como sujo, desarrumado e precário.
Por causa disso, tanto os moradores da redondeza quanto os forasteiros, ao avistarem aquele barraco, inconscientemente o contornavam.
Num espaço tão pequeno, concentravam-se quase todos os adjetivos ligados à pobreza, ao sofrimento e ao desespero. E por isso, sempre que alguém mencionava a velha e a criança que moravam ali, os vizinhos sentiam o coração apertar.
Pensando bem, já fazia sete dias desde que a velha fora levada pela ambulância, não era?
A mulher, ainda absorta nessa lembrança, mal teve tempo de suspirar quando ouviu o som de plá