“Daozhang, por que não permanece em reclusão nas montanhas, cultivando o seu espírito, ao invés de se misturar a esta poeira mundana?”... “Porque há um sopro dentro de mim que nunca consigo harmonizar, e isso me impede de alcançar a verdadeira serenidade...”
A Cidade de Duxia localizava-se ao sopé da montanha Tiandu, junto ao Pátio Inferior, formando-se naturalmente ao longo dos anos. Ali residiam os familiares e criados dos discípulos da Montanha Tiandu, bem como alguns discípulos que haviam perdido suas habilidades de cultivo.
Duxia tinha a forma de uma meia-lua, circundando a montanha onde se encontrava o Pátio Inferior.
Nestes dias, celebrava-se a partida de mais uma nova leva de discípulos do Pátio Inferior da Montanha Tiandu, razão pela qual os bordéis e casas de entretenimento enchiam-se de clientes.
O Zhanhuaguan não era exceção; hoje, o maior salão, o Yinzhaoyuan, fora reservado inteiramente por aquele mesmo discípulo do Pátio Inferior, Chi Feilong.
Bebidas, frutas frescas e moças iam e vinham sem cessar.
Da parte de dentro, insinuava-se o som delicado de instrumentos e canções, sinal inequívoco de que o deleite encontrava seu auge.
As moças, embora pouco versadas na arte do cultivo, não eram desprovidas de conhecimento de mundo; ainda assim, cenas como a desta noite eram raras.
Pois Chi Feilong convidara para ali todos os mais destacados entre os discípulos prestes a descer a montanha, com o claro intuito de fortalecer laços para o futuro. Afinal, quem cultiva o dao, apesar da longevidade, está sempre a mercê de tribulações, sendo poucos os que chegam ao fim natural da vida; quem pode garantir que não necessitará de auxílio alheio um dia?
No salão, bastava que algum convidado batesse com a mão sobre a mesa para que os hashis saltassem, e, sob um lampej