No antigo mundo do Caminho Imortal, o tempo se renovava incessantemente; geração após geração de heróis e prodígios desfilavam pelo palco da história, sucedendo-se uns aos outros sob os aplausos do destino. Foi justamente num desses períodos de longa letargia, quando as águas da era grandiosa permaneciam imóveis, que um jovem, vindo de outra existência, ousou estender sua mão pecaminosa nas ruínas de Huliang—um local outrora célebre em todo o mundo, agora abandonado e esquecido há muito. “Deixem-me dizer-lhes: apenas as habilidades inatas, concedidas aos personagens de primeiro nível, são verdadeiramente as mais práticas!” “Por exemplo, há uma habilidade cujo nome oficial é ‘Coleta’, mas entre nós é conhecida como ‘Saque de Cadáveres’.” P.S.: Por ora, alterei a sinopse para esta versão... Também criei um grupo para leitores: 697-475-270
“Que mundo de cultivo florescente e próspero é este dos imortais...”
Qin Yang agachava-se à porta da loja, o rosto tingido de melancolia, fitando com inveja o traço luminoso de um cultivador que rasgava os céus — murmurou consigo mesmo, o olhar repleto de cobiça e anseio...
Após breves instantes, bateu as mãos nos quadris, ergueu-se e voltou para o interior, dirigindo-se à sua sala de trabalho reservada.
Chamá-la de sala de trabalho era generosidade: o cômodo abrigava apenas uma mesa de madeira vermelha, destinada exclusivamente à confecção de talismãs rudimentares...
Qin Yang retirou uma folha de papel talismânico intocada, empunhou um pincel de pelos de lobo de três caudas, e fez circular o seu verdadeiro yuan; somente quando um fio de luz espiritual branca surgiu firme na ponta do pincel, ele começou a traçar, com mão precisa, linhas sinuosas sobre o papel.
Pouco depois, suor já orvalhava sua testa. Ao erguer o pincel, notou que quase toda a superfície da folha ostentava circuitos completos, exceto o centro, que permanecia em branco.
Desde o corte do papel, o delinear das linhas básicas, a imersão em líquido espiritual, à consolidação dos traços — até aqui, estava terminada uma base de talismã do elemento fogo...
Contudo, sequer se poderia chamar tal coisa de talismã: somente um verdadeiro mestre talismaneiro poderia completar a parte essencial do núcleo, dando vida ao dragão com um toque final — só então seria um talismã legítimo.
Naturalmente, um mestre jamais desperdiçaria sua força vital ou seu tempo em tarefas tão prelimi