Ator, cantor, ídolo, mestre de cerimônias, apresentador... No palco, as estrelas cintilam sob o foco dos refletores. Os meios de comunicação as perseguem, os fãs as idolatram, erguendo-as como deuses inatingíveis. Contudo, por trás desse brilho, nas sombras onde a luz jamais alcança, está o verdadeiro “iceberg submerso”. Produtores, companhias cinematográficas, investidores, anunciantes, emissoras de televisão, plataformas digitais, redes de cinema, imprensa, conglomerados da internet... Todos entrelaçados, em constante disputa e cooperação, rivalizando e, ao mesmo tempo, coexistindo de forma simbiótica, sustentando assim a imensa estrutura da indústria do entretenimento. —————————— “Por isso mesmo, de que adianta ser uma estrela? O que almejo é tornar-me o verdadeiro magnata dos bastidores.” —— Meng Bai (Literatura do Entretenimento Chinês)
“Trapaceiro!”
Em um pátio vazio de estilo antigo, nos Estúdios de Cinema de Huairou, em Jingbei, um grito feminino, carregado de mágoa, rompeu o silêncio do ambiente.
Meng Bai, impedido de continuar seu caminho, ergueu o olhar. Diante dele, uma jovem de traços delicados e temperamento frio, com os olhos marejados e vermelhos, bloqueava sua passagem.
Observando o rubor que tingia o rosto da moça, acentuado pela cólera, Meng Bai suspirou:
— Senhorita Li, já lhe expliquei inúmeras vezes: eu apenas vendi o roteiro para aquele “Produtor Lin”. Nunca o conheci antes, tampouco sou seu cúmplice.
A jovem que barrava Meng Bai chamava-se Li Qin, atriz há menos de dois anos, e investidora do novo roteiro escrito por Meng Bai.
Ao menos até hoje.
— Você está mentindo! — exclamou Li Qin, indignada. — Quando veio conversar sobre o investimento, disse que era uma parceria de anos, que tinha contatos influentes. Agora finge não conhecer?
— Senhorita, trata-se de captar investimento, claro que é preciso agradar o investidor. Além disso, quem disse essas palavras foi ele, nunca mencionei nada parecido. — Meng Bai declarou, resignado. — Mas nunca imaginei que aquele sujeito fosse um vigarista, capaz de fugir com o dinheiro.
— Não acredito em nenhuma palavra sua! — Li Qin, descrente, sacou o celular e discou para a polícia. — Você colaborou com o trapaceiro para me enganar. É cúmplice!
— Já disse que não sabia de nada. Na verdade, também sou vítima.
— Hmph! Explique tudo ao policial!
...
Uma hora depois, na sala de i