Yang Ge jamais foi o melhor do mundo. Mas, com o tempo, todos no jianghu passaram a dizer que ele era o número um sob o céu... PS: Esta é uma história sobre amizade, ideais e reconciliação.
O galo cantou três vezes, e a luz da aurora mal despontava.
No albergue Yue Lai, na cidade de Lutíng, o gerente Liu, ainda envolto em sonolência, bocejando, caminhava lentamente do pátio dos fundos até o salão principal.
Antes mesmo de adentrar o recinto, ouviu um rumor vindo do salão. Intrigado, cruzou o umbral e deparou-se com a silhueta imponente de um jovem, que, curvado, limpava as mesas e cadeiras com um pano de cânhamo.
As doze mesas e cadeiras, arrumadas com rigor, reluziam como se recém lavadas…
— Bom dia, gerente!
O vulto ergueu o rosto, revelando feições delicadas de pouco mais de vinte anos, sorrindo calorosamente ao saudar Liu.
Diante daquele sorriso radiante, até o rosto magro e envelhecido de Liu não pôde evitar de se iluminar, assentindo com gentileza:
— Ainda és tu, rapaz, quem madruga!
Após uma pausa, indagou, perplexo:
— Não irias hoje ao campo visitar parentes? E o preguiçoso do Wang Dali?
O rapaz, sem interromper o movimento das mãos, respondeu sorrindo:
— Nestes dias, há muitos visitantes na cidade e o fluxo de hóspedes aumentou; o irmãozinho Wang não consegue dar conta sozinho…
Ao ouvir isso, o sorriso de Liu gradualmente se esvaiu, e, irritado, cortou:
— Não me venhas defender aquele vadio! Se ele tivesse um terço do teu zelo, eu já acenderia incenso em agradecimento. Ontem, se não fosse por ti, não sei que confusão teria causado; só porque o pai dele é meu velho conhecido…
O jovem limitou-se a sorrir, atento ao serviço, sem alimentar a conversa.
Liu, por sua vez, apreciava