Um engenheiro civil reencarnou-se em um continente mágico, tornando-se, para seu infortúnio, um mago dos elementos terra, madeira e água. Enquanto ainda se indagava sobre a origem de sua linhagem do Urso da Terra, o filho escolhido do destino na casa ao lado evocou jogadores. Observando a vida grandiosa dos outros, Hill desejava apenas esconder-se em paz.
A Cidade do Cavalo Branco era um lugar de rara beleza, com seus muros alvos e telhados vermelhos, relvados verdes salpicados de flores exuberantes. Hil caminhava lentamente em direção ao castelo, e na quietude da rua de pedra, parecia que apenas seus próprios passos quebravam o silêncio. Naquele dia, alcançaria a maioridade e, com isso, se despediria daquela cidade para sempre.
A posição de Hil era, na verdade, um tanto embaraçosa. Seu pai, o Conde Perast, tivera três esposas e três filhos; Hil era o filho do meio. Conforme as leis do Reino de Salaar, qualquer filho que não fosse o primogênito, ao atingir os dezesseis anos, deveria receber uma parte da herança e partir para trilhar seu próprio destino.
A mãe do primogênito Manton era de estirpe ilustre: filha do Duque de Klar, trouxe consigo um dote generoso, mas sua saúde era frágil e morreu pouco depois de dar à luz. O primogênito, assim, contava com o poderoso respaldo da família materna. Quando o conde buscou uma segunda esposa, preocupou-se somente com a beleza, pois não se conformava em limitar suas escolhas ao círculo dos pequenos nobres. Seu olhar recaiu então sobre Mélanie, filha do Grande Arquimago da corte, Auberdan Farlan, alguém à margem do sistema nobiliárquico.
Mélanie era uma beldade: pele alva, grandes olhos, nariz delicado, lábios cheios e um cabelo dourado que caía como uma cascata de ouro, encantando profundamente o conde. Por sua vez, Perast era um homem belo, rico e de modos românticos; a jovem feiticeira, ingênua e bela, logo se deixou envolver, instigada pelos murmúrios das damas