Quando Chen Ku despertou, tornou-se um laborioso coletor de ervas na vila de Sheyu—sem identidade, sem registro, sem dinheiro e, em tempos conturbados, ainda mais privado de qualquer sensação de segurança. Felizmente, possuía em sua mente o misterioso Diagrama das Transmutações. Tudo que me é adverso converte-se em energia nefasta; ao subjugar tais forças, posso absorver sua essência, transformando a energia do Céu e da Terra nas setenta e duas metamorfoses. Herdo o vigor, o talento e a linhagem daqueles que assimilo, integrando-os ao Diagrama e fortalecendo meu próprio ser. Transformação do Cão Ágil: [Rastrear Florestas e Montanhas], [Passos Ligeiros como o Vento], [Cão Celestial Devora a Lua]... Transformação da Águia Elevada: [Olhar de Águia sobre o Firmamento], [Garras de Ouro e Ferro], [Asas de Prata Varrem os Céus]... Transformação do Macaco Espiritual: [Escalar Montanhas e Saltar Penhascos], [Braço de Macaco Atinge as Costas], [Nutrir-se de Néctar e Orvalho]... Assim, após anos de cultivo, quando enfim adentrar o supremo reino dos imortais e deuses, poderei recontar todas as metamorfoses que dominarei. Sem limites quanto à matéria—vegetal, mineral, animal, inanimado, grandes ou pequenas formas—tudo pode ser transformado. Transformação do Ouro Imortal, Transformação da Erva Divina da Imortalidade, Transformação do Verdadeiro Dragão Primordial... Transformação das Divindades Celestiais dos Nove Céus, Transformação dos Ancestrais Salões Antigos, Transformação do Grande Sol e das Estrelas, Transformação do Rio do Vazio...
Ao alvorecer, o grande sol ainda não emergira; no oriente, apenas um tênue risco alvadio se deixava entrever.
No vilarejo de Shéyú, esta montanha sem nome jazia, antes do dissipar da noite, envolta por um véu de névoa cinzenta.
Uma planta de verde jade, de formas estranhas, balançava-se ao sabor do vento matinal e da bruma entre as árvores.
Diferente das demais ervas daninhas, exibia um brilho translúcido, sustentando uma gota de orvalho, oscilando suavemente...
Hu!
Sem qualquer aviso, uma enxada rasgou o ar, descendo fulminante para extrair, pela raiz, aquela erva de um côvado de altura.
As raízes, porém, permaneceram intactas — evidência de mãos experimentadas.
Sacudindo a terra negra e úmida, quem a colhera era um jovem de dezessete, talvez dezoito anos.
“Duas onças de ‘erva-ossos-de-serpente’, valendo cerca de duzentas moedas de cobre. Não deve oscilar muito. Desta vez, acompanhando o grupo à montanha, enfim alcancei minha maior colheita.”
Erguendo a erva diante da testa, Chen Ku a contemplou cuidadosamente.
As raízes, segmentadas como ossos de serpente, confirmavam que não se enganara.
Só então a depositou com reverência na cesta de bambu às costas.
Ali, repousavam também outras ervas comuns, mas nenhuma delas possuía o valor daquela.
“Duzentas moedas... Em poder de compra na Terra, beiram uns duzentos yuan... Neste mundo, dá para comprar vinte quilos de arroz, sete ou oito de carne de porco e cerca de cem de lenha...”
“Calculando tudo o que coletei, junto da erva-ossos-de-serpente, talv