Todo o planeta foi arrastado para um espaço misterioso chamado “Provações da Civilização”. Diversos testes apocalípticos sucediam-se sem cessar; desde o início, instaurou-se uma crise de parasitas, e criaturas parasitárias substituíam silenciosamente os seres humanos. Ninguém sabia se o parente, amigo ou companheiro ao seu lado era, na verdade, um monstro disfarçado. Enquanto todos se consumiam em profundo terror, Shen Hao contemplava, atônito, o novo item que surgira em sua posse. 【Coleção de Plug-ins das Provações da Civilização】 Sorteio garantido de um talento mítico de nível vermelho logo de início, marcação de aliados e inimigos no mapa, ajuste da probabilidade de encontrar itens em caixas, obtenção de pontos em quantidade centuplicada... Monstros: Fujam depressa, esta civilização está trapaceando!
23 de dezembro de 2025.
O quarto estava inundado por uma luz clara; já passava das dez e meia da manhã quando Shen Hao despertou abruptamente de seu sonho. Pálido, arfava, tentando recuperar o fôlego. Em sua mente, ainda ressoavam os ecos das visões apocalípticas que habitavam seus pesadelos.
Lançou um olhar ao relógio sobre a cabeceira e, exausto, massageou as têmporas. Já fazia um mês.
Seu olhar desceu, quase involuntariamente, até o canto inferior direito, onde se encontrava uma barra de progresso azul-clara, tão nítida quanto etérea, como se não pertencesse inteiramente à realidade. Estava em noventa e nove por cento.
Desde o dia em que o mundo mudara, há um mês, quando aquela barra apareceu diante de seus olhos, Shen Hao passou a experimentar sonhos de uma verossimilhança perturbadora. Neles, era mero espectador, desprovido de corpo, incapaz de interferir – apenas assistia, impotente, ao desenrolar de grandiosos cenários de fim de mundo.
Sim, o fim do mundo.
Viu vastidões congeladas, o planeta inteiro sucumbindo a um frio extremo, multidões mergulhadas em desesperança, paralisadas para sempre. Observou oceanos de fogo, criaturas ardendo, reduzidas a cinzas sob dores atrozes. Presenciou monstros maiores que planetas, invulneráveis mesmo diante de frotas de naves de guerra disparando sem descanso, até que, por fim, a própria Terra, que aqueles guerreiros tentavam proteger, foi devorada de uma só vez.
E plantas que, em minutos, cresciam descontroladamente, devastando tudo ao redor; e monstros que, como nuvens de gafanhotos, irr